A epistemologia empirista, que teve entre seus mais destacados filósofos Francis Bacon (1561 – 1626), John Locke (1632 - 1704) e David Hume (1711 - 1776) traz a concepção de que a experiência é o guia e o critério de validade do conhecimento. Segundo John Locke, o Homem se apropria do conhecimento através de da experiência sensível externa (sensação) e da experiência espiritual interna (reflexão). Para os empiristas, o saber não é algo inato e o ser humano não nasce uma tabula rasa.
Certo, se então mantivermos esta concepção e entendermos a experiência como fonte e limite do conhecimento humano, podemos nos levar a pensar que o caminhoneiro, em sua profissão que é repleta de novos lugares e experiências, pode ter aberto diante de si um mundo de conhecimento. Esta é uma possibilidade que a profissão oferece a estas pessoas. Agora, depende do caminhoneiro o cuidado de não criar preconceitos. Mas o que seriam estes preconceitos? O filósofo David Hume que tendemos a ter preconceitos e expectativas através da habituação, sendo que esta é dada através da experiência. A habituação seria o costume de vermos um evento sucedendo ao outro, sem levar em conta o verdadeiro motivo para aquela relação. Um exemplo a isto é o raio e o trovão. Podemos nos levar a pensar que como o trovão se dá depois do raio, este último é a causa do primeiro, sendo que na realidade, ambos são produtos de uma descarga elétrica.
Pois então, deu para ter uma idéia de que a profissão de caminhoneiro e a filosofia dialogam entre si. A filosofia pode ser entendida como diversas formas de observar a vida de uma forma reflexiva, dependendo da corrente que utiliza. O olhar empirista sobre o cotidiano do caminhoneiro, é apenas uma forma, entre várias possíveis.
Nenhum comentário:
Postar um comentário